O Cajueiro

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade”. Mateus 23: 27 e 28
Certa pessoa fez uma viagem para o nordeste do país onde um guia turístico o levou para ver uma árvore centenária. No entanto, a sua atenção foi desviada para uma outra árvore tombada. Mesmo caída aínda conservava aparentemente uma certa ostentação e beleza. Pensando ser a mão do homem com uma moto serra que tirara a vida daquela árvore, ou talvez um vento de altas proporções que conseguira derrubar aquele monumento histórico, o homem perguntou ao guia turístico o que de fato acontecera. E a resposta foi surpreendente. “Aqui não teve a mão do homem e nem foi a natureza que conseguiu derrubá-la. O que de fato aconteceu, podemos perceber através de várias fendas debaixo da casca. Isto foi cupim que conseguiu através das brechas, fazer este tremendo estrago, devorando o interior deste cajueiro. Se você notar, aí por dentro está todo oco, o cupim já comeu tudo.”
Não são as coisas grandes e desafiadoras da vida, que atrapalham a harmonia conjugal e familiar. São as coisas pequenas.
* Uma tolha deixada molhada no banheiro,
* Uma pasta de dente em que a esposa aperta na parte de baixo e o marido insiste em apertar no meio.
* É a tampa do vaso que o marido esquece de levantar quando vai urinar, molhando o acento e o chão, dando trabalho para esposa limpar depois.
* Ou até mesmo um objeto na sala que a esposa quer desfazer dando para alguém que precisa, enquanto o marido insiste em vender.
São coisas simples e insignificantes que levam os casais a um desentendimento. São fendas, são brechas, são lacunas que vão se abrindo dando passagem para os cupins fazerem a festa.
Quantos casamentos de fachada. Por fora, para a sociedade, para o restante da família, para os irmãos na Igreja apresentam-se como cajueiros imponentes e belos, mas quando caídos vê-se claramente o seu interior ocos, vazios, verdadeiros sepulcros caiados. Bonitos por fora e podres por dentro.
O que é preciso fazer para que o seu relacionamento conjugal não seja comido pelos cupins?
1. É necessário um diálogo maduro e a disposição para um arrependimento sincero diante de Deus e diante do seu cônjuge. Talvez esteja na hora de concertar as coisas.
2. Um serviço de dedetização urgente precisa ser chamado. Uma pulverização de seus conceitos e valores, ou seja, uma transformação precisa acontecer de dentro para fora. Jesus mesmo disse que não são as coisas de fora que contaminam a pessoa, mas as que estão dentro dela.
3. É necessário que Jesus seja Senhor de fato do casal. As coisas velhas devem ficar no passado, tudo deve ser novo e diferente. Novos hábitos, novas perspectivas, novas atitudes.
Lembre-se: Jesus é o único que pode manter o cajueiro em pé, dando-lhe beleza e longevidade.
Deus abençoe o seu relacionamento conjugal.
Pr. Nélson Gouvêa
Pastor, Escritor e Conferencista

Deixe um comentário

Rolar para cima