A ostra ferida

“E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados”.

Comprovadamente a pérola é um produto que provém da dor; simplesmente é o resultado da presença de um corpo estranho ou indesejado no interior de uma ostra, como um grão de areia ou parasita. Na parte interna da concha é encontrada uma substância chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e envolve o grão de areia com várias camadas, isto para proteger o corpo indefeso da ostra. No final do processo que é tremendamente dolorido e inflamado, uma linda pérola se forma. O fato incontestável é que se uma ostra não for ferida, de modo algum poderá produzir pérolas.

Eu não sei se você já se sentiu ferido por palavras ou atitudes de alguém? Quem sabe você já recebeu acusações que o deixou triste ou até mesmo magoado; ou quem sabe os seus argumentos foram rejeitados ou deixados de lado. Por vezes usaram para contigo o menosprezo, ignorância ou até mesmo a indiferença. Se estas ou outras coisas ruins lhe aconteceram quem sabe não é hora de produzir uma pérola. Como uma ostra, envolva suas dores e tristezas com camadas de amor, compaixão, altruísmo e resiliência. Não vale apena cultivar ressentimentos, mágoas e decepções, deixando as feridas expostas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos não permitindo que se cicatrizem. É importantíssimo aprender a perdoar e transformar o período de dor e sofrimento em amor e perdão para não se tornar tão somente em ostras vazias que passou por tudo, porém não obteve a sua pérola de grande valor, depois de um processo de feridas cicatrizadas e curadas.

Deus abençoe o seu dia
Pr. Nélson Gouvêa

Compartilhe este artigo

Share on facebook
Share on twitter
Share on print
Share on email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Rolar para cima